sexta-feira, 21 de julho de 2017

Comentário que vira post – Mães são humanas e não robots

Pois, as pessoas ainda teimam em incutir que a maternidade é fantástica, que é um mar de rosas.

Não, não é. Não ,24 horas por dia, não, a todo o momento! É sim muito exigente, física e psicologicamente. E não, mãe não é igual a pai. Eles não sofrem no parto, não desesperam com a subida do leite, não "endoidecem" por falta de descanso nem têm as hormonas descontroladamente aos saltos.

Felizmente tive uma amiga, mãe de dois, que me disse que era permitido chorar, desesperar. Ela disse-me, em baixinho, que os primeiros tempos iam ser difíceis, que o período de adaptação a uma nova vida e rotina (ou falta dela) seria complicado. Transmitiu-me que é normal sentir frustação e impotência.

E mais importante de tudo ela disse: “é normal! Tens que chorar, deitar tudo cá para fora, depois lavar a cara, erguer a cabeça e enfrentar tudo com o pensamento que é uma fase e vai passar. Somos humanas”.

Acho que foi com esta mensagem que superei o desgaste emocional dos primeiros meses de maternidade.

Uma coisa é o amor que sentimos pelo nosso filho. Outra coisa é o sentimento em relação á maternidade propriamente dita. É possível amar os nossos filhos e detestar todas as responsabilidades e exigências diárias esgotantes que a maternidade acarreta!

Sim, eu amo o meu filho mas nem sempre adoro ser mãe.


terça-feira, 16 de maio de 2017

Deduzo que a crise já passou

Uma pessoa pede orçamento a quatro empresas e 10 dias depois... só uma é que respondeu.
Acham normal?

terça-feira, 2 de maio de 2017

Falam, falam, falam, mas não os vejo a fazer nada

Quer-se dizer:

Certa pessoa passa a vida a queixar-se que anda deprimida, que já emagreceu 4 kgs porque o ambiente de trabalho é péssimo, que está desmotivada, que não tem por onde crescer, que é uma escrava, que os chefes estão desactualizados, que os colegas são uns egoístas, etc e tal.

E chora, queixa-se, chora e queixa-se.

Eu, puxando alguns cordelinhos, consigo uma mudança: uma equipa nova com um chefe jovem competente e motivado, perto de casa, com perspectivas de crescimento profissional, com o mesmo horário, o mesmo salário e sem perder regalias.

Vai-se a ver e a resposta é: Oh, é tudo igual e é. Vou ser escrava em todo o lado e vou. Fico por cá.

E uma pessoa fica mal e com vontade de lhe gritar: OLHA PHODA-SE, ENTÃO NÃO TE QUEIXES MAIS!

E é isto.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Caros ciclistas

Em vez de andarem na estrada, a atrapalhar quem pago imposto de circulação, dois a dois a conversarem as banalidades do dia-a-dia sugiro que se sentem numa esplanadazinha pois a probabilidade de engolirem moscas é menor. Em alternativa, e incluindo a vertente desportiva, então aconselho a ida ao ginásio onde podem ficar com o cuzinho alapado em cima de uma bicicleta e conversar com o vizinho do lado também com probabilidade baixa de engolir mosca ou ser abalroado por um qualquer veiculo em circulação, daqueles que pagam imposto para tal, estão a ver!?

Muito agradecida.

Ah e já agora relembro que o código da estrada é para ser aplicado na sua plenitude e não só naquilo que lhes convém, porque sim , caros ciclistas, é obrigatório ceder passagem aos peões na passadeira.

E já agora não se esqueçam do seguro, sim!?

Agora podem ir, obrigada.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

Coisas que efectivamente me tiram do sério

No outro dia ouço uma pessoa cheia de peito a proferir esta frase sobre um colega de infância:

... é que ele nem consigo próprio se preocupa.... pois ainda vive com a mãe, de 90 anos, e quando ela morrer ele vai viver para onde?

(entenda-se que está a dar trabalho à senhora, que felizmente está bem de saúde, e não a tomar conta dela)

E eu fico perplexa com tal afirmação.
Não pelo conteúdo mas por quem a declara. Ou não tivesse essa pessoa uma irmã cujo estilo de vida foi/é exactamente igual. Viveu debaixo da asas dos paizinhos até estes morrerem, sem pensar no seu futuro, e quando estes faltaram não tinha condições para pagar uma renda de casa e vive, agora, de favor, na herança do meu filho e ainda por cima a dar despesa.

E que fiz eu ao ser surpreendida com tal afirmação:

Respondi: Olha, quando a mãe dele morrer, vai viver para a tua casa. Vai tudo lá parar afinal. É só mais um!

Será que fui bem clara, ou deveria ter feito um desenho?







quinta-feira, 23 de março de 2017

A sério???

Digam-me se isto é bonito?

Digam-me quem tem coragem de andar assim na rua?



Eu sou sincera: nem que me pagassem!

ai e tal não tens estilo...

Tenho vergonha na cara!